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TREINAMENTO
DESPORTIVO
As
primeiras práticas desportivas tiveram suas origens na Grécia
antiga. Os treinadores especializados, a alimentação, a
massagem, os planos de treinamento e a idéia de treinamento
total colocaram a Grécia como pioneira.
A
evolução do treinamento desportivo passou por cinco períodos:
ARTE
IMPROVISAÇÃO,
SISTEMATIZAÇÃO,
PRÉ-CIENTÍFICO,
CIENTÍFICO.
Os
três primeiros foram marcados pelo empirismo, cuja principal
característica eram as sensações: os treinadores guiavam-se
por elas como ponto de referência técnica de condição física.
Era o tempo do conhecimento adquirido pela prática..
Os
períodos pré-científico e científico surgiram aos poucos
para completar a vivência empírica. Na década de 20, KRUMEL
da Alemanha e PIKALA da Finlândia, tentaram demonstrar que as
resistências aeróbica e anaeróbica não eram adquiridas
somente com corridas de longa distância, mas também por
corridas curtas e de grande intensidade, seguidas de repouso.
Em
1930, GOSSE HOLMER da Suécia, criou o FARTLEK, um método
natural, mais conhecido como "jogo de velocidade", de
intensidade bastante variável, e que o atleta executava
conforme sua vontade, mesmo assim, sem controle rigoroso era
bastante sistemático, pois determinava: corridas em plano,
subidas, descidas e trechos de areia e grama, fases
cronometradas e trabalho de musculação de forma natural.
Entre
1933 e 19936 surgiu GERSCHELER da Alemanha que ainda de forma
empírica, usava distâncias curtas com pausa.. Percebendo que
estas pausas eram muito importantes, estabeleceu que o atleta
deveria acostumar-se também com o ritmo da prova em
treinamento. Posteriormente surgiram REINDEL e ROSKAM ambos da
Alemanha, que baseados no método de GERSCHELER e em pesquisas
fisiológicas, criaram o método conhecido como
intervall-training ("os famosos tiros" ), iniciando
naquele momento o período científico do treinamento
desportivo.
A
Segunda grande guerra mundial retardou a aplicação a aplicação
do interval-training.
Em
1945, iniciou-se nos EUA, o trabalho com pesos, WEIGTH-TRAINING,
mas somente como reeducação funcional para os feridos de
guerra. Este método foi estudado cientificamente por YAKALOV e
KOROBCOV, sendo aplicado posteriormente no atletismo e outros
esportes pela Rússia e Alemanha.
Entre
1948 e 1960, ocorreu a fase áurea do INTERVAL-TRAINING, onde a
união deste método com WEIGTH-TRAINING promoveu grandes
resultados no mundo esportivo.
Na
metade da década de 60, as performances se nivelaram levando os
treinadores a tentarem novos métodos. Daí surgiram os
"NEOMODERNOS" que rebelaram-se contra o
INTERVAL-TRAINING puro e passaram a preconizar o retorno à
natureza, ao trabalho longe das pistas, sem esquemas rígidos.
Três grandes nomes surgiram nesta época: LYDIARD da Nova Zelândia,
VAN AAKEN da Alemanha e CERUTTY da Austrália. Todos se voltaram
para o trabalho em longas distâncias (veremos adiante o
trabalho de cada um). Grandes resultados surgiram nas Olimpíadas
de Roma, Tóquio, México e Munique.
No
processo de evolução histórica, todas as correntes contribuíram
para o aperfeiçoamento do treinamento científico.
O
desenvolvimento de equipamentos sofisticados destinados à
pesquisa da fisiologia e um rigoroso acompanhamento da aplicação
do treinamento diário, não permitem a utilização de um único
método como forma de preparação geral, nem improvisações do
dia-a-dia típicos de treinadores sem conhecimento científico
adequado.
Hoje
em dia é impossível se imaginar o treinamento sem o aval da ciência,
pois esta tendência é sem sombra de dúvidas uma das estudadas
em todo o mundo.
Dessa
forma, faz-se necessário uma estruturação muito bem
organizada das paramentas que compõem toda a estrutura de um
programa de treinamento, tais como:
EXAMES
DE SAÚDE, AVALIAÇÃO E ACOMPANHAMENTO NUTRICIONAL, AVALIAÇÃO
DA CAPACIDADE AERÓBICA (Vo2), LIMIAR ANAERÓBICO, LIMIAR DE
LACTATO, FREQUÊNCIA CARDÍACA, TESTES DE POTÊNCIA (força rápida),
VELOCIDADE, ETC...
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